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Em Chicago, mercado futuro da soja encerra sessão desta 2ª feira estável com algumas compras técnicas

EUA e a China se preparam para outra rodada de discussões de alto nível no início de outubro


Nesta segunda-feira (09), as cotações futuras da soja encerraram a sessão com os principais vencimentos estáveis na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato setembro/19 terminou cotado a US$ 8,54 por bushel e o novembro/19 trabalhava a US$ 8,57 por bushel.

Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços da soja permaneceram estáveis ​​hoje em algumas compras técnicas leves. “O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse a repórteres nesta manhã que estão sendo feitos progressos positivos enquanto os EUA e a China se preparam para outra rodada de discussões de alto nível no início de outubro”, afirmou Potter.

Segundo as informações da Farm Futures, os analistas esperam que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos venha a divulgar que a qualidade da colheita da soja fique em 55%, em condições de boas a excelente, a partir de 8 de setembro, quando a agência divulgar seu próximo relatório de progresso da safra ainda esta tarde.

Ainda segundo as informações da Reuters, as previsões meteorológicas apontam para temperaturas elevadas no cinturão agrícola do Meio-Oeste dos EUA, juntamente com alguns precipitações na próxima semana, o que poderia aumentar ainda mais as perspectivas de rendimento para as culturas de milho e soja que estão se recuperando do plantio de primavera atrasado pela falta de chuvas.

Na última sexta-feira (06), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou que as exportações de soja deve atingir 72 milhões de toneladas em 2019. “A manutenção na estimativa mensal indica uma queda de 13,5% ante o recorde embarcado em 2018, quando o país exportou 83,26 milhões de toneladas, sendo beneficiado pela forte demanda da China em meio à guerra comercial com os Estados Unidos, de acordo com dados da associação que reúne as principais tradings do setor”, informou a Reuters.

No caso do mercado interno, as principais praças pesquisadas pelo o Notícias Agrícolas registraram movimentações nas cotações na soja. Em Não-Me-Toque/RS, a saca terminou o dia com uma queda de 0,68% e cotada a R$ 73,50. Já em Panambi/RS, a soja está em torno de R$ 74,04 com uma queda de 0,64%.

Na região de Ponta Grossa/PR, a soja registrou uma desvalorização de 0,61% e está cotada a R$ 82,00. No município de Cascavel/PR, a saca da soja registrou um recuo de 2,01% e está sendo negociada ao redor de R$ 73,00. Em Palma Sola/SC, a cotação está por volta de R$ 74,50 com uma queda de 0,67%.

Em Primavera do Leste/MT, a soja terminou o dia cotada a R$ 73,50 por saca com uma queda de 0,68%. No caso de Sorriso/MT, os preços da soja balcão está cotada de R$ 67,00 a saca com um recuo de 1,47%. Na cidade de São Gabriel do Oeste/MS, a saca da soja está em torno de R$ 74,00 com uma desvalorização de 2,63% e Assis/SP a saca está sendo negociada a R$ 75,50 com uma queda de 0,66%.

Por outro lado, a soja terminou o dia com valorização de 0,68% em Tangará da Serra/MT com a saca cotada a R$ 73,50. Em Campo Novo do Parecis/MT, a alta foi de 0,69% e a saca está sendo negociada a R$ 72,50. Já em Alto Garças/MT, a saca terminou cotada a R$ 78,00 com uma valorização de 0,65%

Segundo as informações da consultoria Agrifatto, a desvalorização do dólar também esfriou a comercialização da soja em Paranaguá, além disso, o mercado chinês aguarda por novas informações acerca da disputa comercial sino-americana, na expectativa de oportunidades de compra com preços menores.

Em seu boletim semanal, o Cepea divulgou que a demanda externa pela soja brasileira segue baixa neste início de setembro – em agosto, as exportações do grão já foram as menores desde janeiro deste ano –, cenário que vem pressionando os valores internos da oleaginosa. “Isso se deve especialmente à redução nas compras por parte da China. Além disso, o dólar recuou na semana passada, aumentando a disparidade entre os pedidos de vendedores e as ofertas de compradores”, informou o Cepea.

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Publicado em 09/09/2019


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